Fabricantes apostam em tecnologias de áudio, acesso à internet e conectividade para conquistar os consumidores.
Som e imagem sempre se complementam. Por isso, a tendência natural de quem adquire um TV com máxima resolução e nitidez é procurar um sistema de áudio com padrão semelhante. E como os televisores de tela fina estão avançando com muita rapidez, o mesmo acontece com os sistemas integrados, que também são chamados de home theater in-a-box (ou apenas HTBs). Não é à toa que a maioria dos grandes fabricantes costuma renovar sua linha de áudio entre junho e agosto, logo após os lançamentos anuais de TVs.
Mas não pensem que a evolução desses kits fica restrita ao visual, que está cada vez mais atraente (acompanhando, por sinal, o design dos televisores): atingiu também a parte técnica, provocando melhorias até na potência, envolvimento e fidelidade sonora, tradicionais pontos fracos dos HTBs. Claro que ainda não dá para compará-los com os sistemas modulares (montados a partir da compra avulsa de receiver, player e caixas acústicas). Mas, em nossa sala de testes, os resultados obtidos com os novos systems integrados sempre surpreende, tanto na performance quanto nos recursos e nas opções de conectividade.
"Nossas pesquisas mostram que a potência do sistema é a característica mais importante para o consumidor na hora da compra", explica Renata Batista, gerente de Produto da Sony. "Em segundo lugar, vem o design". Modernos e bonitos, os sistemas integrados de home theater também chamam atenção pelo preço atraente e pela facilidade de instalação.
Em geral, oferecem (na mesma embalagem) um módulo principal, com funções de receiver e player (DVD ou Blu-ray 3D, nos modelos mais sofisticados); cinco caixas acústicas e um subwoofer, quase sempre passivo (sem amplificação própria). Apesar de algumas experiências recentes, os sistemas 7.1 (com quatro caixas acústicas traseiras) não estão entre os preferidos do público. "O tamanho médio das salas brasileiras dificulta a adesão deste tipo de produto", esclarece Kleber Carante, diretor de Marketing da Philips. "Além disso, não existe muito conteúdo com trilha original em 7.1 canais". Segundo ele, os HTBs 5.1 representam a maior fatia do mercado, mas os modelos SoundBar (2.1 canais com simulador surround e player Blu-ray 3D, em alguns casos) vêm ganhando espaço, principalmente em pequenos ambientes.
A ampla variedade de recursos é outro ponto positivo dos sistemas integrados. Fora os tradicionais ajustes automáticos, entradas HDMI (compatíveis com sinal 3D) e portas USB (para rodar vídeos em HD armazenados em pendrive), ganha força a conexão com a internet através de aplicativos, como nos Smart TVs, ou navegador próprio. Esse tipo de ferramenta só está presente nos modelos que trazem Blu-ray player integrado.
Todos esses atrativos ajudam a justificar o forte aquecimento do setor. "Em 2011, superamos a marca de 1,2 milhão de sistemas de home theater vendidos, registrando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior", revela Renata, da Sony. "Hoje, nosso foco principal são os modelos com player Blu-ray 3D integrado. Ao todo, teremos cinco produtos deste tipo na linha 2012, com preços a partir de R$ 1.000".
E isso não é exclusividade de um fabricante. Várias marcas estão seguindo os mesmos valores, o que deixa o consumidor ainda mais interessado nos produtos. É por isso que perguntamos: não está na hora de comprar o seu?
O que é importante observar?
Wi-Fi integrado: permite a conexão direta do sistema à rede sem fio para acessar a internet sem o uso de acessórios.
Navegador para internet: habilita o carregamento de qualquer site da web. Para facilitar a digitação, alguns fabricantes, como Philips e Samsung, aceitam a conexão de qualquer teclado de computador na porta USB de seus sistemas. Quando isso não é possível, outra alternativa é baixar gratuitamente os aplicativos dos grandes fabricantes para comandar o home theater a partir de tablets e smartphones. A maioria destes apps inclui opção de teclado virtual, que também é bem útil para escrever.
Caixas tall boy: trazendo mais de 1m de altura (já contando com o suporte), as chamadas caixas torre slim caíram no gosto do consumidor brasileiro com seu visual moderno semelhante ao das telas LED-LCD. Melhor ainda se as caixas traseiras dispensarem o uso de fios para se comunicarem com o módulo principal do sistema, o que evita gastos com reformas e deixa a instalação mais bonita. No geral, o sinal é estável (sem interferências) em distâncias de até 10m. Mas atenção: alguns fabricantes disponibilizam o kit wireless junto com o produto; outros, vendem separadamente.
Dock para iPod: já disponível nos modelos mais sofisticados de quase todas as marcas, permite encaixar o player da Apple ou iPhone em compartimento específico sem o uso de cabos. Enquanto você ouve suas músicas preferidas utilizando as caixas do home theater (e, se quiser, tendo acesso à identificação das faixas e aos vídeos na tela do TV), a bateria do produto portátil é automaticamente recarregada. E o melhor: você comanda tudo pelo controle do HTB.
Calibragem automática: ajusta o áudio do sistema de acordo com a sala. Para isso, costuma ser usado um microfone especial (já incluso).
Com base em pesquisas de mercado, boa parte dos grandes fabricantes decidiu reforçar os recursos e tecnologias de áudio dos HTBs. A Samsung, por exemplo, resgatou a amplificação valvulada, que até hoje faz sucesso no meio audiófilo, em seu sistema HT-E6750W. Na realidade, o modelo mais sofisticado da linha 2012 oferece uma tecnologia híbrida, chamada pelo fabricante de Vacuum Tube e que combina válvulas e amplificação digital. O resultado, segundo a Samsung, é um som mais encorpado e envolvente. A empresa também vem explorando o recurso de áudio 3D, que promete uma maior sincronia entre som e imagem na reprodução de conteúdo em terceira dimensão. O segredo está nos falantes giratórios, que podem ser vistos na parte superior dos canais frontais deste HTB. Quando esses falantes são posicionados para cima, o fabricante garante que o som chega ao ouvinte de forma vertical, ampliando o envolvimento sonoro.
Cuidado com a potência
A mesma fórmula também foi adotada pela LG e está presente, por exemplo, no sofisticado home theater HX906TXW, novo integrante da família 3D Sound. O conceito é semelhante ao da Samsung. A diferença é que, no HTB da LG, os falantes adicionais voltados para o teto são fixos e acompanham as quatro caixas tall boy (duas frontais e duas surround) do sistema.
É preciso atenção na hora de analisar algumas características divulgadas nas embalagens e manuais dos HTBs. O caso mais delicado refere-se à potência, que numericamente (quando dividida por canal) pode ser igual ou até maior do que anunciam vários receivers do mercado. Isso acontece porque é comum os fabricantes especificarem apenas a "potência de pico" do home theater integrado, baseada em níveis máximos (e mais elevados) atingidos durante um curto espaço de tempo (quase sempre com alta distorção, que nem sempre é informada).
Especializado: foco é refinamento
A Onkyo, por exemplo, acaba de lançar dois sistemas prontos com caixas compactas e receiver: HT-S3500 (5.1 canais e subwoofer passivo) e HT-S5500 (7.1 e sub ativo). Ambos trazem recurso de calibragem automática e quatro entradas HDMI já compatíveis com sinal 3D. Liberam 110W e 130W de potência por canal, respectivamente. Características semelhantes também estão presentes no HTB 5.1 Yamaha YHT-296, cujo receiver libera 100W por canal para alimentar as cinco caixas satélites do conjunto. O subwoofer é ativo.
Já a Bose aposta nos sistemas 5.1 Lifestyle V-25, V-35 e V-48 IV, todos com DVD player e caixas em formato de cubo, que proporcionam maior envolvimento sonoro. Com o V-48 IV, por exemplo, o usuário pode sonorizar até 14 ambientes (duas fontes de áudio distintas) e armazenar 340 horas de música no media center do sistema. Quem procura uma solução com Blu-ray integrado pode procurar pelo sistema 5.1 Harman Kardon BDS 800 (veja teste na edição 189), que apresenta caixas satélites e conectores banhados a ouro.
Fonte: Revista Home Theater
O mais correto é anunciar a potência contínua em watts RMS, como faz a maioria dos fabricantes de receivers e amplificadores. Trata-se de uma média do desempenho do aparelho durante pelo menos cinco minutos de uso. Além disso, o subwoofer passivo dos modelos integrados "rouba" potência do módulo central, o que não acontece nos sistemas modulares. Portanto, melhor do que confiar nos números é confiar nos ouvidos. Antes da compra, tenha em mãos um pendrive ou CD com músicas que você conheça bem e teste o áudio dos sistemas integrados de sua preferência em grandes lojas. Veja como cada um se sai, avaliando principalmente a distorção e o rendimento na reprodução dos graves.
Quem busca maior refinamento sonoro vai encontrar boas sugestões de sistemas prontos em marcas como Onkyo, Bose, Yamaha e Harman Kardon. Essas soluções, geralmente compostas por receiver mais conjunto de caixas acústicas, são facilmente encontradas em lojas especializadas de home theater (e algumas também em grandes lojas de varejo).
A Onkyo, por exemplo, acaba de lançar dois sistemas prontos com caixas compactas e receiver: HT-S3500 (5.1 canais e subwoofer passivo) e HT-S5500 (7.1 e sub ativo). Ambos trazem recurso de calibragem automática e quatro entradas HDMI já compatíveis com sinal 3D. Liberam 110W e 130W de potência por canal, respectivamente. Características semelhantes também estão presentes no HTB 5.1 Yamaha YHT-296, cujo receiver libera 100W por canal para alimentar as cinco caixas satélites do conjunto. O subwoofer é ativo.
Já a Bose aposta nos sistemas 5.1 Lifestyle V-25, V-35 e V-48 IV, todos com DVD player e caixas em formato de cubo, que proporcionam maior envolvimento sonoro. Com o V-48 IV, por exemplo, o usuário pode sonorizar até 14 ambientes (duas fontes de áudio distintas) e armazenar 340 horas de música no media center do sistema. Quem procura uma solução com Blu-ray integrado pode procurar pelo sistema 5.1 Harman Kardon BDS 800 (veja teste na edição 189), que apresenta caixas satélites e conectores banhados a ouro.
Fonte: Revista Home Theater























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